QUE TAL AGRADAR A DEUS


"Fez o que era mau perante o SENHOR e andou nos caminhos de seu pai e no pecado com que seu pai fizera pecar a Israel." II Rs15:26 ( Texto Áureo II Rs. 15.25-32)

Desde que Adão e Eva desobedeceram a instrução dada pelo Senhor, toda a raça humana foi contaminada pelo pecado, ou seja, a nossa natureza passou a ser pecadora, adquirimos a chamada natureza adâmica. Escreveu o apostolo Paulo: pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. (Rm. 3.23).

O pecado trouxe ao homem o afastamento de Deus; um abismo se abriu entre o homem e seu Criador. Pecado é transgressão da lei divina, é viver ou praticar aquilo que contraria a vontade de Deus que é santo.

Tudo sobre o pecado esta inserido nas Escrituras (Gl.3.22); e nossa consciência sabe bem o que é pecado (Rm.2:14-16). Temos, portanto, que insurgirmos contra o pecado, no sentido de viver e praticar o que é bom e o que nos traz edificação. O pecado é uma força positiva do mal, e se vivermos no pecado seremos movidos por esta força positiva, tornando assim agentes do mal, portanto importa que estejamos atentos em viver uma vida na vontade de Deus.

Aos estudamos a história dos reis de Israel e de Judá percebemos que alguns deles fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, como o povo fizera no tempo dos juízes.
Nadabe, rei de Judá, filho de Jeroboão, fez o que era mau diante do Senhor, repetiu os erros de seu pai, os mesmos erros que seu pai fez pecar a Israel.

Temos, então, a ideia que o pecado torna-se uma herança maldita caso não atentemos à vontade de Deus. Importante salientar que o primeiro homem, Adão, pecou após receber influência externa, ou seja, após ser tentado.

Tendo sido desta forma podemos chegar à conclusão que é possível resistir a tentação, esta ação externa, e vencer a força ativa do pecado. O apostolo Thiago descreve como se inicia a tentação até a consumação do pecado. Tg.1:13-15

Nadabe poderia ter observado o mau exemplo de seu pai e fazer o oposto, todavia, repetiu os mesmos erros, por outro lado Jeroboão, seu pai, não se apercebeu que seu comportamento, seu exemplo, poderia influenciar seus descendentes.

Aprendemos o bem e o mal por meio daquilo que vemos, ouvimos e percebemos ao longo da nossa infância; e é daquilo que mais recebemos e que construímos a nossa formação, o nosso caráter. Muitas coisas na vida têm o poder de nos influenciar e de nos induzir ao erro na vida diária, induzir ao pecado no que se refere a vida espiritual, pois despertam a natureza pecaminosa intrínseca no âmago humano.

Como Jeroboão muitos pais têm dados maus exemplos aos seus filhos, ainda que alguns digam aos filhos, faça o que eu mando, mas não façam o que eu faço. O exemplo de vida é o que é seguido, com raras exceções vemos o contrário.

Nadade reinou apenas dois anos, pois sobre ele pesava as consequências dos pecados de seu pai. Ele foi morto por Haasa que reinou em seu lugar. Ali encerrava toda a descendência de Jeroboão(v.29).

Como então vencer esta natureza do pecado?

Primeiro, ter a consciência da lei da semeadura: “Não vos enganeis; de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” Gl.6:7 . Este entendimento faz -nos afastar do pecado.

Segundo praticar os princípios das Sagradas Escrituras, guardar os mandamentos. Ao povo de Israel foi ensinado aprender a lei em família e a cada sete anos todos congregariam para ouvir lei, portanto, a lei deveria está impregnada nos corações dos hebreus (Dt.31:9-13). O que não foi observado por Jeroboão e nem por seu filho Nadabe.

Terceiro fazer o que ordenou o Senhor Jesus: “Vigiai e orai para que não entres em tentação”... (Mt.26:41)

O jejum, a oração e a vivência diária da Palavra geram em nós a santidade, ela mesma, sem a qual não veremos ao Senhor. Santidade é condição sine qua nom para ver ao Senhor. (Hb.12.14)

Façamos, pois o bem aos olhos do Criador, façamos aquilo que agrada o coração de Deus, desta forma viveremos em santidade e abençoaremos a nossa descendência.
Oração: Senhor ajuda-me para que eu vença as tentações e que seja fortalecido no Senhor para ter uma vida que agrade a Ti e que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam diariamente agradáveis a Ti. Em nome de Jesus! Amém!

Por João Batista